Obra atende demanda antiga de revitalização e busca preservar um dos principais cartões-postais de Brasília
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| Antônio Pinzan/Novacap |
O GDF deu início à pintura da Ponte JK, no Lago Sul, como parte de um conjunto de ações voltadas à valorização do ponto turístico, ao reforço da sensação de segurança pública e à preservação do patrimônio arquitetônico de Brasília. A intervenção recebe investimento de R$ 2,4 milhões e está sendo executada em etapas.
Entre os serviços já realizados estão a limpeza das superfícies com hidrojateamento de baixa pressão, o tratamento anticorrosivo e a recuperação de áreas específicas da estrutura. Atualmente, a parte inferior da ponte recebe tinta acrílica aplicada por meio da técnica de pintura airless, que permite uma aplicação mais rápida e uniforme, com menor desperdício de material.
As próximas etapas incluem a pintura das laterais e, posteriormente, dos arcos. As partes metálicas, os arcos e os guarda-corpos receberão tinta de poliuretano bicomponente, que forma uma camada protetora mais durável, resistente a produtos químicos, abrasão e às condições climáticas às quais a ponte está exposta.
Há décadas, a Ponte JK apresentava sinais visíveis de desgaste, como corrosão, pintura desbotada e pichações. Diante dessa antiga demanda de revitalização da imagem do cartão-postal, o GDF, por meio da Novacap, lançou a licitação para a execução dos serviços. A empresa vencedora, Civil Engenharia LTDA, iniciou os trabalhos em meados de dezembro de 2025.
Moradora do Lago Sul há mais de 12 anos, a servidora pública Marta Regina Costa destacou a importância da obra para a cidade. Segundo ela, a manutenção da ponte vai renovar a paisagem urbana e valorizar um dos símbolos de Brasília.
A previsão é que a pintura seja concluída em abril deste ano, podendo haver ajustes no cronograma em função do período chuvoso, já que os serviços são realizados em área externa. De acordo com a Novacap, os 150 dias de revitalização fazem parte de um projeto mais amplo, que inclui futuras etapas de recuperação estrutural, dependentes de estudos técnicos mais complexos.
Até o momento, não houve bloqueio dos acessos de veículos à ponte que liga o Lago Sul à área central da capital. No entanto, com o avanço da obra, poderão ocorrer interdições parciais. Os bloqueios de faixas para a instalação de plataformas elevatórias, necessárias à pintura dos arcos, estão previstos para começar no início de fevereiro e serão realizados no período noturno, a fim de reduzir os impactos no trânsito.
Para a pintura dos arcos, a empresa executora avalia ainda o uso de drones, alternativa que pode reduzir o tempo de execução, o consumo de material e os impactos no tráfego da região.
