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Piloto é solto após pagar fiança de R$ 24 mil por agressão que deixou adolescente em estado grave no DF

Discussão por chiclete terminou em briga; vítima de 16 anos segue intubada em UTI


Reprodução
O piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, foi solto após pagar fiança superior a R$ 24 mil, valor fixado pela Justiça do Distrito Federal. A audiência de custódia ocorreu no sábado (24/1), um dia após a prisão. Horas antes, ele havia se envolvido em uma briga com um adolescente de 16 anos, em Vicente Pires (DF), após uma discussão motivada por um chiclete.

Segundo a ocorrência, Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo do menor de idade. O adolescente reagiu afirmando que não deixaria a situação passar sem resposta, o que deu início à confusão. Vídeos gravados por testemunhas mostram os dois trocando agressões.

Em determinado momento, Pedro desferiu um soco que fez o adolescente bater a cabeça em um carro. O jovem aparentou perder as forças e, em seguida, a briga foi interrompida por pessoas que estavam no local. O adolescente foi socorrido em estado grave e levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), intubado.

Durante interrogatório à Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro afirmou que “não tinha a intenção” de machucar o adolescente, mas sim de “apartar a briga”. Ele declarou que tentou afastar o jovem, mas que, diante da continuidade da confusão, acabou agredindo o menor. “Eu estava tentando apartar e tentando jogar ele fora, mas ele não parava. Aí eu tive que dar os murros nele, porque se não ele não iria parar”, relatou.

De acordo com familiares da vítima, o adolescente sofreu traumatismo craniano, segue em coma induzido na UTI e, durante a internação, chegou a ter uma parada cardiorrespiratória que durou cerca de 12 minutos. Ainda segundo os parentes, ele teria rompido uma artéria e fraturado um osso do crânio ao bater a cabeça na porta do carro após o soco. Nas últimas horas, a pressão intracraniana do jovem aumentou, e o quadro segue sendo acompanhado pela equipe médica.

Amigos e familiares se reuniram em vigília na madrugada de sábado (24/1) para orar pela recuperação do adolescente. Pedro Turra deve responder por lesão corporal grave, mas a tipificação do crime pode ser alterada conforme a evolução do estado de saúde da vítima.