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PF suspende gravações da série Aeroporto: Área Restrita em aeroportos brasileiros

Decisão da corporação interrompe filmagens da oitava temporada e é justificada por normas de segurança da aviação civil


Divulgação/PF
A Polícia Federal suspendeu as gravações da série Aeroporto: Área Restrita em diferentes aeroportos do país. A informação foi confirmada pela produtora Moonshot, responsável pelo programa, que afirma que a corporação havia autorizado inicialmente as filmagens da oitava temporada nos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), e Pinto Martins, em Fortaleza (CE).

De acordo com a produtora, em janeiro a PF voltou atrás e negou o credenciamento da equipe para acessar áreas restritas do Aeroporto Internacional de Guarulhos, além de desautorizar as gravações que já estavam previstas nos demais terminais.

Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que a decisão decorre do cumprimento rigoroso de normas constitucionais, legais e regulamentares relacionadas à segurança da aviação civil no Brasil. Segundo a corporação, as Áreas Restritas de Segurança são consideradas zonas prioritárias de risco e o acesso é limitado exclusivamente a pessoas com necessidade operacional ou funcional, o que não inclui atividades de entretenimento ou produção audiovisual.

A PF também destacou que regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) proíbem o registro de imagens envolvendo procedimentos, fluxos e estruturas sensíveis à segurança aeroportuária. O órgão acrescentou ainda que não participa do programa há anos e vem indeferindo pedidos semelhantes, além de negar qualquer conflito institucional com a Receita Federal no caso.

Segundo a corporação, a presença contínua de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com a preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência das pessoas abordadas, bem como com a necessidade de proteger técnicas, rotinas e meios utilizados no combate a ilícitos penais em ambiente aeroportuário.

A produtora Moonshot, por sua vez, contestou os argumentos apresentados pela Polícia Federal. Em nota, afirmou que o cancelamento das credenciais contraria o histórico da própria instituição. Segundo a empresa, ao longo de sete temporadas produzidas desde 2016, a PF analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos, permitindo a realização integral das filmagens sem que houvesse qualquer registro de incidente ou prejuízo à segurança nos aeroportos.