Espaço terá vagas para 500 alunos e oferece cursos profissionalizantes em áreas como costura e beleza
| Renato Alves/Agência Brasília |
A Fábrica Social, iniciativa que já impactou mais de 3 mil pessoas em situação de vulnerabilidade desde 2019, ganhou uma nova unidade no DF. O espaço foi inaugurado neste sábado (21), no Trecho 2 do Sol Nascente, com a presença do governador Ibaneis Rocha.
Durante a cerimônia, o chefe do Executivo destacou o papel do programa na promoção da autonomia financeira e na geração de oportunidades. Segundo ele, a iniciativa também estimula o empreendedorismo, permitindo que os participantes possam abrir seus próprios negócios com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, por meio do programa Prospera.
A nova unidade tem capacidade para atender até 500 alunos, sendo 300 na área de corte e costura industrial e 200 na área da beleza. Entre os cursos oferecidos estão formação em confecção industrial, além de capacitações como manicure, cabeleireiro com técnicas de tintura, extensão de cílios e outros serviços estéticos.
Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa alia qualificação profissional e prática produtiva no mesmo ambiente, permitindo que os alunos tenham contato direto com a rotina de trabalho durante a formação.
De acordo com o secretário da pasta, Thales Mendes, a iniciativa tem como principal resultado a geração de empregos, com vagas sendo captadas junto a empresas da própria região do Sol Nascente.
Participante do programa há cerca de um ano, Laura Santos Medeiros comemorou a inauguração da nova unidade. Ela ressaltou que a formação abre portas tanto para o mercado de trabalho quanto para o empreendedorismo, além do auxílio financeiro recebido durante o curso.
Atualmente, a Fábrica Social também mantém uma unidade na Cidade do Automóvel, com capacidade para até 1.200 alunos. No local, são oferecidos cursos de costura industrial organizados em módulos que abrangem diferentes etapas da produção, como malharia, tecido plano, serigrafia, bordado e acessórios.
Parte da produção das unidades é destinada a ações sociais e ao GDF, incluindo enxovais hospitalares e uniformes. Há ainda uma unidade no Complexo da Papuda, responsável pela fabricação de artefatos de concreto utilizados em obras e serviços de manutenção urbana.
Os cursos têm duração de um ano, com aulas de segunda a sexta-feira, em dois turnos. Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem bolsa de R$ 304, além de lanche, auxílio-transporte e incentivo por produtividade.
As inscrições para a unidade do Sol Nascente começam com a publicação do chamamento público, prevista para segunda-feira (23).