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Brasília se consolida como capital do esporte e amplia protagonismo em eventos nacionais e internacionais

Com grandes competições, investimentos em infraestrutura e programas de incentivo, DF fortalece o alto rendimento e a inclusão social pelo esporte


Tony Oliveira/Agência Brasília
Reconhecida pela arquitetura de Oscar Niemeyer e pelo céu de nuvens marcantes, Brasília vem se firmando também como referência na realização de grandes eventos esportivos. Desde 2019, a capital recebeu competições de destaque em diversas modalidades, do mundial de saltos ornamentais no Lago Paranoá a partidas que lotaram a Arena BRB Mané Garrincha e a Arena BRB Nilson Nelson. O calendário movimentado é resultado de investimentos do GDF em infraestrutura e no fortalecimento de políticas públicas voltadas tanto ao alto rendimento quanto à inclusão social.

Somente no ano passado, mais de 80 eventos contaram com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF). Entre eles, etapas do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, o STU National Brasília – Super Final Street e o Troféu Brasil de Ginástica Artística. “Brasília se tornou a capital não só administrativa, mas também a capital do esporte. Realizamos eventos grandes e fora da curva, como foi a última edição da Corrida de Reis, que foi a maior de todos os tempos”, afirmou o subsecretário de Esporte, Lazer e Espaços Esportivos, Nivaldo Félix.

No fim de janeiro, a Corrida de Reis reuniu cerca de 30 mil pessoas, entre atletas e público. Em fevereiro, mais de 71 mil torcedores acompanharam a partida entre Flamengo e Corinthians, válida pela Supercopa do Brasil, sem registro de ocorrências graves. Em 2025, os Jogos da Juventude também bateram recorde, com aproximadamente 5 mil jovens atletas inscritos.

O calendário segue ambicioso. Brasília foi escolhida para sediar o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes da World Athletics em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Sebastian Coe, em março de 2025. Será a primeira vez que a competição ocorrerá no Hemisfério Sul. O evento está previsto para abril, na Esplanada dos Ministérios. A capital também será uma das cidades-sede da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, com jogos marcados para o Mané Garrincha entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Para sustentar esse crescimento, o GDF investiu cerca de R$ 22 milhões em obras, reformas e manutenções apenas no último ano. Entre as intervenções estão a retomada da iluminação do Estádio Abadião, em Ceilândia, e a reforma do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, com aporte superior a R$ 4,4 milhões. O espaço é utilizado, inclusive, para treinos do medalhista olímpico Caio Bonfim e passará por melhorias no gramado e na pista de atletismo.

Os investimentos alcançam ainda os 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos do DF, que atendem mais de 45 mil alunos de 4 a 90 anos em modalidades como futsal, natação, atletismo e artes marciais. Uma nova unidade está em construção no Paranoá, com capacidade para 5 mil pessoas.

No alto rendimento, programas como o Compete Brasília e o Bolsa Atleta ampliam a presença de atletas locais em competições nacionais e internacionais. Em 2025, o Compete beneficiou 5.255 atletas e paratletas, com investimento de R$ 9,1 milhões. Já o Bolsa Atleta atende 132 esportistas olímpicos e 115 paralímpicos, com valores reajustados. Em dezembro de 2025, também foi criado o Programa de Apoio ao Futebol do Distrito Federal para fortalecer os clubes da capital.

O estádio Bezerrão, no Gama, passou pela maior reforma desde 2008, com investimento superior a R$ 3,9 milhões. Também receberam manutenção os estádios Rorizão, em Samambaia, e JK, no Paranoá. As estruturas, assim como o Augustinho Lima, poderão servir como centros de treinamento para seleções durante a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O impacto desses investimentos é percebido na trajetória de atletas como Selma Bernardes, presidente da Associação Kron de Lutas. Professora da rede pública por 30 anos, ela iniciou no jiu-jitsu após os 40 e, com apoio do Compete Brasília, conquistou títulos mundiais entre 2022 e 2025, além de títulos europeus em 2025 e 2026. “Quando a gente começa a competir fora de Brasília, rompe uma bolha. Você passa a ter novos parâmetros, entende o que precisa melhorar e evolui muito mais rápido. Cada campeonato é um aprendizado que volta para a comunidade”, destacou.

A experiência inspira jovens como Bianca Alves, que começou no jiu-jitsu aos 14 anos e alcançou o primeiro lugar no ranking nacional de sua categoria entre 2023 e 2024, também com apoio do programa. “Quando a gente vai para fora e traz resultados, mostra que aqui tem talento e que o DF é um dos lugares que mais investem nos atletas”, afirmou.

Com infraestrutura modernizada, calendário robusto e políticas públicas consolidadas, Brasília reforça seu protagonismo no cenário esportivo nacional e internacional, unindo alto rendimento e transformação social.