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Plano integrado reforça atendimento humanizado a casos de desaparecimento no DF

PCDF destaca protocolo com sete pilares e atuação técnica multidisciplinar durante lançamento da estratégia da SSP/DF


A Polícia Civil do Distrito Federal participou, na manhã desta quinta-feira (19), da solenidade de entrega oficial do Plano de Ação Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas no DF. O documento foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, por meio da Subsecretaria de Integração de Políticas Públicas de Segurança (SUBISP), e propõe uma abordagem integrada e humanizada no tratamento de casos de desaparecimento na capital.

Durante o evento, o delegado-geral da PCDF, José Werick, ressaltou a atuação conjunta do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que reúne o Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Identificação (II), Instituto de Medicina Legal (IML), Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) e o Serviço de Guarda e Custódia de Vestígios Laboratoriais (CGCV).

“O nosso protocolo, que foi consolidado em 2023, mas inaugurado em 2022, é um modelo para muitas polícias do país. Ele é baseado em sete pilares: registro imediato do boletim, acolhimento humanizado, coleta detalhada das informações, rastreamento especializado, rastreio técnico, identificação genética e comunicação da localização”, explicou Werick. Segundo ele, a atuação da PCDF nos casos de desaparecimento é orientada pelos princípios da sensibilidade, da celeridade e da rapidez técnica.

O plano tem como objetivo organizar, de forma integrada, as ações relacionadas ao atendimento, à busca e à identificação de pessoas desaparecidas. A construção envolveu diferentes instituições, permitindo consolidar uma visão conjunta sobre os desafios enfrentados pelas famílias e as possibilidades de aprimoramento das políticas públicas. O documento também detalha o fluxo de procedimentos adotados pela PCDF e pelos demais órgãos envolvidos.

Para José Werick, a iniciativa representa mais do que um instrumento formal. “Devemos considerar muito mais do que um Plano, mas sim um compromisso coletivo com a dignidade humana, com a busca incessante na construção de uma rede que oferece não só acolhimento especializado, mas sobretudo investigação especializada. Na Polícia Civil nós temos o seguinte lema com relação ao desaparecido: a incompletude gerada pelo desaparecimento de uma pessoa não é só da família, é de toda a sociedade, e a Polícia Civil luta para que isso seja restabelecido e resgatado e essa dor possa ser mitigada”, afirmou.

Também participaram da solenidade a delegada da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), Camila Ninive de Bessas Ferreira; o diretor do DPT, Raimundo Cleverlande Alves de Melo; e o diretor do IPDNA, Samuel Teixeira Gomes Ferreira.

O subsecretário de Integração de Políticas Públicas de Segurança, Jasiel Fernandes, também destacou a importância do trabalho multidisciplinar. “A Polícia Civil trabalha forte e com muita técnica, mas precisávamos avançar com a Política Pública”, pontuou.