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SES-DF monitora mosquitos com Wolbachia e reforça combate às arboviroses no DF

Quarto ciclo de avaliações verifica se bactéria já se estabilizou no Aedes aegypti após solturas em regiões administrativas


 Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Após a liberação, em setembro, de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia em dez regiões administrativas do DF e em dois municípios de Goiás, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) segue monitorando a eficácia da estratégia. O objetivo é verificar se a bactéria se estabilizou nos insetos transmissores de arboviroses que circulam no território.

As ações são conduzidas por equipes de Vigilância Ambiental em Saúde, que utilizam ovitrampas para coletar ovos do mosquito. O material recolhido é encaminhado ao Laboratório de Entomologia Médica (LEM), onde as larvas de Aedes aegypti são identificadas antes de serem enviadas para análise da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Neste mês ocorre o quarto ciclo de monitoramento, e as avaliações devem continuar mesmo após março, período previsto para o encerramento das solturas realizadas pela biofábrica responsável pela produção dos insetos.

“Esse é um método sustentável. As solturas terminam e a bactéria segue sendo transmitida à prole por meio da reprodução”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina de Oliveira. “Também é um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação”, acrescenta.

Os chamados wolbitos representam mais uma ferramenta no enfrentamento de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. A bactéria Wolbachia impede que o mosquito desenvolva essas arboviroses, interrompendo o ciclo de transmissão.

Segundo o gerente substituto de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF, Anderson de Morais, a participação da população segue essencial. “Sozinha, nenhuma tecnologia oferece proteção completa à sociedade. Uma estratégia complementa a outra. Os cuidados dos moradores são parte fundamental na eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti dentro das próprias residências”, ressalta.

Além da estratégia com wolbitos e das ovitrampas, a SES-DF mantém outras frentes de atuação, como borrifação residual intradomiciliar (BRI), estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) e uso de drones para mapear áreas mais críticas. Em 2025, quase 2 milhões de visitas de agentes de Vigilância Ambiental foram realizadas em residências do DF.