Page Nav

HIDE

Pages

Minas Gerais registra menor taxa de desemprego da história e alcança 3,8% em 2025

Resultado divulgado pelo IBGE consolida ciclo de geração de empregos e crescimento econômico no estado


Victor Fagundes / Sede-MG
Minas Gerais atingiu a menor taxa de desemprego da série histórica, chegando a 3,8% no quarto trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o mais baixo desde o início da medição, em 2012, e reforça o crescimento do mercado de trabalho no estado.

No acumulado de 2025, a taxa anual de desemprego ficou em 4,6%, abaixo dos 5% registrados em 2024. O desempenho também supera a média nacional, que encerrou o período em 5,6%.

O resultado mais recente também é inferior ao registrado no trimestre anterior, de 4,1%, e ao mesmo período de 2024, quando o índice estava em 4,3%, indicando uma trajetória de fortalecimento do mercado de trabalho em Minas Gerais.

Para o governador Romeu Zema, os números refletem as políticas adotadas pelo governo para estimular investimentos e geração de empregos. “Desde o início da minha gestão, repito que o melhor programa social que existe é a geração de emprego e renda. Esse resultado histórico é fruto do compromisso do Governo de Minas com a responsabilidade fiscal, a desburocratização para agilizar investimentos e um ambiente de negócios cada vez mais favorável ao empreendedor”, afirmou.

O governador também destacou os efeitos do crescimento econômico para a população. “Quando o Estado funciona bem, gerando mais oportunidades e possibilidades para todos crescerem, todo mundo sai ganhando”, acrescentou.

A redução do desemprego ocorre após outra marca importante para a economia mineira: a criação de mais de 1 milhão de empregos desde 2019. Apenas em 2025 foram geradas 78.269 novas vagas formais.

Com esse desempenho, o nível de ocupação atingiu 61,1% da população em idade ativa. Em números absolutos, Minas Gerais conta atualmente com cerca de 10,84 milhões de pessoas empregadas.

O vice-governador Mateus Simões avalia que os resultados refletem uma política consistente de atração de investimentos e estímulo à atividade econômica. “Atingir 1 milhão de empregos gerados e o menor desemprego da história de Minas Gerais não é coincidência, é fruto de uma gestão coerente, que atraiu investimentos e abriu espaço para novos negócios, trabalhando sempre para melhorar a vida dos mineiros em todas as regiões do estado”, afirmou.

Segundo ele, a diversidade econômica do estado também contribui para o crescimento do mercado de trabalho. “Não à toa, a economia mineira hoje é altamente diversificada, gerando oportunidades no campo, na indústria, nas áreas de tecnologia e em tantos setores fundamentais para o nosso estado”, completou.

O governo também atribui parte dos resultados aos programas de qualificação profissional. Entre eles está o Trilhas de Futuro, da Secretaria de Estado de Educação, que já formou mais de 100 mil profissionais, e o programa Minas Forma, da Secretaria de Desenvolvimento Social, que prevê 15 mil vagas em cursos gratuitos com investimento superior a R$ 30 milhões.

A secretária de Desenvolvimento Social, Alê Portela, destacou o impacto social dessas iniciativas. “Não basta criar a vaga, é preciso preparar o mineiro para ocupá-la. Com o Minas Forma, estamos levando qualificação técnica para quem mais precisa, garantindo que o crescimento econômico se transforme em dignidade e autonomia financeira para as famílias em vulnerabilidade”, afirmou.

Os dados de emprego também são acompanhados por um aumento expressivo de investimentos privados no estado. Desde 2019, Minas Gerais atraiu mais de R$ 475 bilhões em investimentos, com média anual de R$ 80 bilhões — valor sete vezes superior à média registrada entre 1998 e 2018.

O dinamismo econômico também se reflete na abertura de empresas. Em 2025, foram registradas 114.033 novas empresas no estado, um crescimento de 116% em relação a 2019.

Parte desse avanço é atribuído ao programa Minas Livre para Crescer (MLPC), que já conta com a adesão de 600 municípios à Lei da Liberdade Econômica, o que representa mais de 70% das cidades mineiras.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, a iniciativa tem contribuído para melhorar o ambiente de negócios no estado. “Chegar a 600 municípios com regulamentação própria é um símbolo de confiança no empreendedor. Esse ambiente estimula novos negócios, atrai essa marca significativa de investimentos e, na ponta final, gera o emprego e a renda que vemos nos dados do IBGE”, afirmou.