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PCDF deflagra operação contra organização criminosa que aplicava extorsões por telefone em vários estados

Grupo atuava a partir de presídio em Pernambuco e já havia feito dezenas de vítimas em diferentes regiões do país


Divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 17ª Delegacia de Polícia, deflagrou nesta quarta-feira (4) uma operação para desarticular uma organização criminosa responsável por diversas extorsões. A ação contou com apoio operacional da Polícia Civil de Pernambuco e ocorreu nas cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Igarassu, no estado nordestino.

A investigação teve início em dezembro de 2025, após um morador de Taguatinga procurar a polícia e relatar que havia sido vítima de extorsão. Segundo o registro, ele entrou em contato com uma acompanhante por meio de um site e, posteriormente, passou a receber ligações telefônicas de indivíduos que se apresentavam como integrantes de facções criminosas. Sob ameaça, a vítima acabou transferindo R$ 700 aos autores.

Com o avanço das investigações, os policiais constataram que os responsáveis pelas ligações estavam presos na Penitenciária de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A partir da unidade prisional, eles realizavam chamadas durante a madrugada para intimidar vítimas e exigir pagamentos.

Até o momento, cerca de 40 vítimas do grupo criminoso foram identificadas, residentes em diferentes estados do país.

No golpe mais recorrente, os criminosos se apresentavam como lideranças de facções locais e afirmavam ter recebido denúncias de que a vítima teria denunciado a atuação da organização no bairro. Em seguida, diziam que a pessoa seria “julgada” pela facção. De posse de dados pessoais das vítimas, os suspeitos afirmavam ainda que integrantes do grupo estariam na porta da residência prontos para executar o crime, aumentando a pressão para que o dinheiro fosse transferido.

Durante a investigação, foram identificados 11 integrantes da organização criminosa. Entre eles estão familiares dos presos e um adolescente, que auxiliavam na habilitação de linhas telefônicas e no recebimento dos valores obtidos nas extorsões.

Na operação desta quarta-feira, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de restrição de visitação na unidade prisional.

Os investigados irão responder pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de capitais e permanecem à disposição da Justiça.