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Projeto Arte no Metrô transforma estações do DF em espaços culturais permanentes

Iniciativa leva obras de grandes formatos ao cotidiano dos passageiros e reforça identidade artística de Brasília


Divulgação/Setur-DF
Quem passa pelas estações do Metrô-DF encontra mais do que um meio de transporte. Os espaços de circulação passaram a abrigar obras de arte em grandes formatos por meio do Projeto Arte no Metrô, que convida artistas nacionais e estrangeiros residentes no Brasil a produzirem e doarem trabalhos para exposição permanente. A proposta transforma o deslocamento diário em uma experiência cultural e fortalece o turismo na capital.

A iniciativa amplia o acervo artístico do sistema metroviário e facilita o acesso da população à cultura, permitindo que moradores e visitantes apreciem as obras durante o trajeto ou em passeios pela cidade. Além disso, contribui para valorizar a história, a diversidade e a vocação artística de Brasília.

Na estação Central, está exposta a obra Arte nos Trilhos, da artista plástica Cida Carvalho, que retrata a construção da capital e homenageia os candangos. Já na estação Galeria, o público pode conferir o trabalho do artista Douglas Kordyal, uma homenagem a Copérnico oferecida pela Embaixada da Polônia, reforçando o caráter diplomático e internacional de Brasília.

Outro destaque é o painel Ciranda do Mosaico, na estação 102 Sul. A obra coletiva O outro lado de Athos Bulcão reúne 14 artistas do grupo Ciranda do Mosaico — Aline Ribeiro, Gougon, Ruth Ataíde, Beto, M. Rodovalho, Samttê, Dulccleci, Sternanat, Lucia Mafra, Felima Fernandes, Shirley Neves, Celeste Liporoni, Margarete Medeiros, Rosângela Evangelista e J. Esgalha — em diálogo com a linguagem de um dos maiores nomes da arte da capital.

Para o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo, o projeto evidencia como cultura e turismo podem caminhar juntos. “Brasília é um destino que vai muito além dos seus monumentos. Quando inserimos obras de arte em espaços de grande circulação, como o metrô, criamos novas experiências para quem vive aqui e para quem nos visita. É uma forma de contar a nossa história, valorizar nossos artistas e transformar o deslocamento em um roteiro cultural”, afirmou.

Com a proposta de transformar o espaço público em uma galeria permanente e acessível, o projeto consolida o metrô como ambiente de convivência e valorização cultural. Ao integrar mobilidade urbana, arte e turismo, o Metrô-DF reforça o papel de Brasília como destino criativo, onde a produção artística faz parte do cotidiano e está disponível a todos.