Iniciativa orienta estudantes de 5 a 10 anos a identificar sintomas e acionar rapidamente o Samu-DF
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| Yuri Freitas/Agência Saúde-DF |
Diretores de centros de ensino do Recanto das Emas participaram, na última semana, de uma palestra de apresentação do projeto Fast Heroes — conhecido no Brasil como Heróis do AVC. A iniciativa tem como objetivo ensinar crianças de 5 a 10 anos a reconhecer os principais sinais do acidente vascular cerebral (AVC) e agir rapidamente, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) pelo telefone 192.
O projeto, que já recebeu premiações em países onde foi implementado, passa a ser desenvolvido no DF por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Secretaria de Educação (SEEDF), com apoio da Iniciativa Angels, programa internacional de saúde presente em mais de 150 países.
Inicialmente apresentado no Recanto das Emas, o projeto também deverá ser levado a escolas de outras regiões administrativas. A proposta é transformar as crianças em multiplicadoras de informação dentro de casa, especialmente junto aos avós, público mais vulnerável ao AVC.
Durante a palestra, a médica neurologista Letícia Rebello, do Hospital de Base de Brasília (HBDF) e referência técnica distrital em neurologia da SES-DF, destacou a importância do reconhecimento rápido dos sintomas. Segundo ela, o AVC está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, com mais de 100 mil óbitos por ano no país.
“Sabemos que, quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores são suas chances de recuperação; e, na prática, há uma série de exemplos de crianças que ligam para o Samu-DF 192 para falar que alguém está tendo um AVC”, afirmou.
Como o público-alvo são crianças, o conteúdo é apresentado de forma lúdica. As aulas utilizam histórias e personagens para explicar os sintomas da doença. “A cada semana os professores ensinam um sinal do AVC”, explicou a médica.
De acordo com Letícia Rebello, os sinais são apresentados por meio de super-heróis que vão perdendo seus poderes. O personagem que tinha o poder de sorrir perde essa capacidade, o superforte perde a força e o supercantor deixa de conseguir falar. A ideia é ensinar às crianças um “quarto superpoder”: agir com rapidez e ligar para o Samu-DF.
“O que queremos é dar à criança um quarto superpoder, o de ser superveloz e chamar o Samu-DF 192 o mais rápido possível, porque sabemos que isso salva vidas”, ressaltou.
A diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da Secretaria de Educação, Larisse Cavalcante, destacou a importância da parceria entre as duas pastas. “É fundamental que nossos alunos consigam detectar os primeiros sinais do AVC, de modo que o paciente possa ser prontamente atendido no local adequado”, afirmou.
